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Uma casa é construída a partir do alicerce e a Agricultura de Precisão também

Sempre gostei de conhecer tecnologias na área da agricultura e me impressiono com tamanha evolução dos produtos e serviços que temos disponíveis no mercado atualmente. Semanalmente aplicativos, plataformas de trabalho e novos produtos são lançados mundialmente. Mas vejo que antes de começarmos um projeto de Agricultura de Precisão com produtos muito inovadores é valido checarmos alguns pilares operacionais, e hoje temos muitas ferramentas e maneiras para isso.

 

O Primeiro pilar operacional  é o plantio. Já visualizei situações como na figura 1  no Brasil e nos Estados Unidos, onde pude  encontrar  campos com grande número de falhas e ou duplas no plantio de milho. A checagem dos distribuidores de semente antes do plantio é primordial nessa operação, outro fator seria a velocidade adequada de plantio para instalação de uma boa cultura em campo. 

 

 Figura 1 

 

Altas velocidades de plantio sem a regulagem correta do distribuidor podem afetar negativamente a distribuição longitudinal das sementes, diminuindo a singulação das culturas. Na figura 2  temos a seguinte situação, milho semeado entre 8.8 Km/h e 9,7 Km/h com singulação de 96% e milho semeado com mais de 10,5 Km/h com singulação de 91%, ou seja, em uma situação como essa teremos melhor qualidade de semeadura com diminuição da velocidade. 

 

 Figura 2

 

Em muitas regiões do Brasil os adubos granulados são utilizados em cobertura das culturas (Nitrogênio, Fósforo e Potássio), se o distribuidor de fertilizantes que faz essa trabalho não estiver bem calibrado na sua faixa de passe e transpasse, e se não checarmos a manutenção dos itens como os pratos e pás que espalham os grânulos poderemos manchar os campos, na figura 3 vemos uma situação na lavoura de milho onde se usou uréia em cobertura e o equipamento não estava ajustado corretamente. 

 

 Figura 3 

 

O Controle de pulverização é outro fator importantíssimo no sistema produtivo, por seremos um pais tropical, a evolução de pragas e doenças é muito maior do que em regiões temperadas e o controle fitossanitário é de suma importância para o sucesso dos nossos campos. Na figura 4  temos dois pulverizadores aplicando nos mesmos campos de algodão, onde encontramos uma faixa sem aplicar e uma área onde tivemos sub-dose de aplicação do defensivo. Na figura 5 temos 3 máquinas aplicando juntas, onde encontramos diversas faixas com subsode ou superdose de defensivos. Podemos concluir que temos que controlar essa operação. 

 Figura 4                                                        Figura 5 

 

E por fim gostaria de levantar alguns pontos sobre colheita, no Brasil muitas máquinas foram vendidas nos últimos anos mas em alguns casos a entrega técnica não foi realizada corretamente e não pode se obter o melhor daquele equipamento. As vezes por não se calibrar corretamente uma colheitadeira não consegui-se obter dados confiáveis para se iniciar um bom projeto  de Agricultura de Precisão. Na figura 6 temos um exemplo de equipamentos que não foram calibrados gerando um mapa de produtividade não confiável. 

 

                                         Figura 6 

 

Caros colegas, o texto e as imagens acima foram baseados em situações reais as quais me deparei em campo nesses últimos anos e tive a felicidade de ajudar na correção operacional das mesmas, sei que muitos outros pontos podem ser levantados nos exemplos acima, mas quis demonstrar que as vezes temos que começar pelo básico para termos sucesso no nosso projeto. 

 

Nos próximos artigos falaremos mais sobre o tema 

 

Obrigado 

 

 

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